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09/10/2012

negro 9



Quanto tempo vai ficar vivendo o que disseram pra você que é bom?
Quanto tempo vai se exibir pra turma um você que não existe? 
Quanto tempo ainda alimentando a vaidade de quem só repara a sua vida porque não aprendeu a viver direito. 
Quanto tempo ainda de insatisfação atendendo o que lhe comanda a televisão??

08/10/2012

Ted Boy Marino


E existindo um bom dia para partir, 
uma data boa de morrer 
e se é possível haver escolha 
para se deixar um corpo velho 
onde se é pálido espelho que reflete o que se foi em vida. 
Sua escolha foi bem feita 
partindo você num dia tão terno, 
infantil e doce, 
daqueles que dão mais ênfase ao que está para sempre perdido, 
eternamente guardado nas lembranças 
do que temos como sagrado!
Vai em paz!

CAJUEIRO DAS ARARAS - 1


No interior do centro urbano do Rio de Janeiro, ou, subúrbio da antiga Guanabara, ou antiga Zona Rural que compreendia os bairros de Jacarepagua, Barra da Tijuca, Bangu, Campo Grande. Tomávamos café o dia todo, o" bolinho de graxa" talvez seja parente do "de chuva", vinho de garrafão/ barril liberado um copinho ou canequinha (cálice era coisa de fresco) por 
dia para as crianças - o que me acende enorme ternura pelos vinhos baratos como uma nódoa de infância que não larga meu paladar, ou quem sabe seja um rasgo de luz na minha alma...

Minha mãe e a minha avó fizeram inacreditáveis pães até os anos 80 e minha vizinha Dona Vina, mantinha lá o seu forno de lenha, quase comunitário. Domingos, sim, comida de luxo! Sem feijão quase sempre macarrão com galinha do quintal, às vezes até uma peixada, afinal a gente vivia colado no mar, embora o bípede vesse parede-e-meia "com nós", colado e cacarejante
Tem outras coisinhas parecidas, mas essas são as relevantes por frequencia. Estou impressionada, eu sou do interior e não sabia!
Minha mãe e a minha avó fizeram inacreditáveis pães até os anos 80 e minha vizinha Dona Vina, mantinha lá o seu forno de lenha, quase comunitário. Domingos, sim, comida de luxo! Sem feijão quase sempre macarrão com galinha do quintal, às vezes até uma peixada, afinal a gente vivia colado no mar, embora o bípede vesse parede-e-meia "com nós", colado e cacarejante
Tem outras coisinhas parecidas, mas essas são as relevantes por frequencia. Estou impressionada, eu sou do interior e não sabia!


"Talvez a culinária mais representativa do Paraná sejam os pratos preparados no interior do estado. Essa culinár
ia está intimamente ligada à vida doméstica e ao fogão a lenha. Pouco estudados, mal se sabe como surgiram esses pratos, mas fazem parte do dia a dia da população local, embora curiosamente, não sejam encontrados em restaurantes, tampouco valorizados por chefs de cozinha.
Em uma típica casa de família italiana das cidades do interior paranaense não se come feijão aos domingos. Domingo é dia de churrasco, macarronada caseira ou nhoque, sempre acompanhados de salada de alface e vinho de garrafão.
O pão caseiro ainda é comum e nas pequenas comunidades do interior ainda é possível ver os fornos de barro nos quintais. A bolacha caseira, os doces de fruta e compotas ainda são feitos nas pequenas cidades pelas donas de casa.
Ainda é comum nesses lugares que a mulher que acabou de ter filhos passe alguns anos em casa e apenas o marido trabalhe fora. Dessa forma surgem tanto o artesanato, composto principalmente de trabalhos com crochê como a rica culinária local. Para acompanhar o chimarrão, bebido desde a manhã antes do café até depois do jantar, surgiram diversos pratos que vão desde as roscas de farinha e ovos cobertas com uma camada de açúcar e canela, “bolinhos de graxa” doces ou salgados, fritos na banha de porco, largamente usada na região, “cueca virada”, conhecida em alguns lugares como grostoli e pipoca coberta de chocolate ou açúcar queimado.
É comum existir hortas nas casas, onde há sempre cebolinha verde e salsinha, mais resistentes ao frio. Esses são os principais temperos da culinária local e costumam ser compartilhadas entre os vizinhos.
O café não é bebido apenas no desjejum. É comum acompanhar as principais refeições como forma de aquecer o corpo. Nos dias mais frios adiciona-se grappa ou “graspa” ao café, fazendo com que o calor se mantenha no corpo durante mais tempo.
Os descendentes de italianos, aqui apenas chamados orgulhosamente “italianos” ou “gringos” também são os grandes responsáveis pela fabricação dos queijos e salames de colônia. Aqui a “roça” é um lugar de plantio e criação de gado de leite. Nessas “colônias” ainda é possível encontrar antigas técnicas de conservação de alimentos no sal e na banha, sabão caseiro feito a partir de gordura animal e uma imensa variedade de doces em conserva.
O frio rege a vida e a culinária local. As bebidas que aquecem o corpo e as comidas gordurosas fazem parte do cotidiano. A vida no interior, onde o comércio ainda fecha durante o horário de almoço e mesmo as donas de casa que trabalham fora tem tempo de preparar a comida, possibilita a manutenção das tradições herdadas dos imigrantes"
 


(Gil Vesolli)


CAJUEIRO DAS ARARAS - 2


"Acho que a maior vantagem de ser atéia é não acreditar que existe um deus que me culpará, julgará e punirá pelos meus pensamentos. Acho muito mais saudável pensar em atos como sair arrancando cabeças por aí que de fato fazê-lo.
(........)

Talvez aqueles pensamentos "maus" que não conseguimos elaborar (no sentido psicanalítico da palavra) se transforme, cedo ou tarde em coisa muito pior que pecado".(Gil Vesolli)


Sempre pensei que se transformassem em maldade. Não há nada mais maldoso e indigno que a caridade das esmolas e dê algum tipo de lucro; do que o apoio que aguarda a recompensa que a "vítima" mude de lado. O maior problema da repressão é sempre encontrar um disfarce de bondade ou razão e alvos para se atirar...
Não posso dizer que eu seja atéia, mas vivo feliz com o meu deus particular, pessoal e intransferível dissidente do déspota vigente em mandato há tanto tempo.

07/10/2012

Pensamento Paralelo - 9


O mundo é injusto.
Pessoas vestidas despojadamente não conseguem credibilidade facilmente, 

provavelmente serão barradas na porta giratória do banco. 
Ainda não entenderam que assaltante pode vestir-se  bem 
pessoas honestas podem não se preocupar tanto com isso.Quando você pratica ou promove uma ação beneficente, desconfiam de você. 
Ainda não entenderam que as pessoas desonestas que lucram com a miséria alheia tem
 um discurso completo e respostas para qualquer suspeita.



O seu emprego pode atrair pessoas, amizades, amores.


A sua fama também. 

O seu carro conquista mais seguidores que as sua idéias.

É mais fácil roubar uma idéia do que formar parceria para concretizá-la juntos...
O valor das aparências pesam mais do que o caráter que às vezes não temos tempo de demonstrar.
A eficiência no trabalho se conquista com estudo e experiência, é justamente aí, que somos preteridos por outros valores, por isso no Brasil tem tantos empreendedores, para o bem e para o mal.
Depois de apanhar tanto, é dificil não ter vontade de bater...

De onde será que vem tanta injustiça?


***

Tem gente que se especializa em preencher sua ausência de carisma, sua falta de conteúdo, sua preguiça de crescer com acenos de  falsas promessas, com dinheiro que possua  ou não...
Tem gente que tal qual os cães de caça,treina o seu olfato para distinguir o cheiro da necessidade dos outros e assim seduzi-los.
Há pessoas que com mentiras se sustentam no desejo imenso de humilhar os bons que não pensaram em enriquecer.









O Tablet ou a Vida

Hoje com tablet estive ausente de todos os lugares onde estive. 
Será que deixei de conhecer alguém bacana? 
Será que não deveria ter tomado um chope olhando pra Rocinha? 

Será que não seria melhor olhar a paisagem agora, em vez de percorrer com os olhos, desconfiada se tem ladrão por perto?
Tablet pode ser bom, viver é melhor ainda!

DANDO NOME AO PAI

Quando o assunto é religião, descrevo-me como atéia, por não reconhecer deus da forma como o descrevem. Se o assunto é religiosidade sou crente fervorosa. 
Suponho que o grande lance da religião seja nos orientar para o caminho da igualdade, até que percebamos a fraternidade e possamos nos tornar irmãos. Para isso somos diferentes: para descobrirmos a igualdade de uma forma além dos discursos, longe 

dos "sepulcros caiados".



Acredito em deus e, para não confundi-lo com os genéricos de ocasião, a ele dou o nome de Vida, tenho uma virtual (talvez virtuosa) amiga que o chama de "deus de pelúcia". Ela crê nele assim porque assim o vê, porque com ela assim ele mora.
Dessa forma,  hoje, eu quero agradecer à Vida (podem entender como Deus) por ela estar comigo e ter sido pra mim do jeito que é.

Agradeço à Vida tudo o que ela me deu, principalmente as tristezas, decepções, bolas-fora, falsidades,  essas coisas tantas que me fizeram olhar pra fora, olhar pra cima e perceber que a luz se faz, alegria se vive e felicidade se constrói.

A alegria endinheirada em excesso,acaba por resultar num tédio de shopping que ressalta as diferenças. Porém tragédias só são excessivas quando focamos nelas - aprendi isso vendo as competições da paraolimpíadas esse ano. Talvez no futuro os atletas paraolímpicos tenham recordes superiores aos olímpicos... 


Eles não lutam apenas para vencer uma prova, eles lutam para se tornarem maiores que as suas limitações, enquanto a nossa sociedade só faz ver se as pessoas encaixam no modelo criado para as competições diárias que existem onde deveria existir apenas cooperação. 


Aprendi isso vendo os noticiários esportivos, então é fato!
"Gracias à la vida que me ha dado tanto"!



BOM DIA AINDA QUE SEJA DE TARDE.

25/08/2012

E_M B-Day



Quebre todos os retrovisores,
esqueça o freio e acelere!
Vai que dá! 
Não pare nunca,
são poucas as vagas,
os flanelas cobram um absurdo e não são confiáveis.
Ser  flanela é  questão de dificuldade ou  oportunidade
Então, não pare quando te pararem
Te dando um puta susto, acenando sem parar,
oferecendo muita comodidade,
bastante facilidade
em troca de algum dinheiro.
Acelere!
Melhor pagar alguma multa
do que um carro inteiro!

Mantenha-se em dia,
tenha uma boa buzina afinal,
tem sempre uma vaca na estrada,
tem sempre boi na linha...
Tudo dá em alguma coisa
ainda não nasceu aquilo que dê em nada.
É bom saber fazer barulho na hora adequada.


Esqueça aquele conselho antigo:
fale com estranhos, sim!
Só não dê confiança pra eles.
Ao contrário do que dizem,
viver não perigoso.
Por isso deve-se confiar em todo mundo
Sem "dar confiança a ninguém"
"Dê-se ao desfrute" e "não perca o respeito".
Viver é  refazer tudo o que os nossos deixaram feito

Só vamos à escola para aprender a ler,
A viver aprendemos apenas vivendo.
Coração é apenas um músculo oco que bombeia o sangue para o cérebro,
que é, uma fábrica de dopamina.
Dopamina é um neurotransmissor responsável pela sensação de prazer,  
portanto:
Cuide do coração e jamais bata com a cabeça!!!

16/08/2012

descobertas


Ontem tive algumas tão idiotas quanto duras constatações:

1- Os ricos fazem parte do Brasil... Eles também tem direito a opiniões e de cara já saem com a vantagem da razão.

2- Quando a gente é jovem, é entusiasta, depois dos 40 nossa empolgação é chamada de agressividade, o que é bem melhor do que "assanhamento", mas só porque a palavra caiu em desuso... A qualidade de vida aumentou mita coisa, mas tudo o que a juventude capitalista espera de uma coroa é conformismo, apatia e um dinheirinho "pra dar garantia"

3- Minha geração mudou sim o mundo. Não fizemos um bom trabalho, mas foi o melhor que se podia...

4- O homem inventa, mas quem constrói é a mulher. Alguém tinha que contar isso pra elas...

06/08/2012

Mulher


Nem sempre o que não tem um bom nome, deixa de ser uma grande idéia e artigo de necessidade. 
Sinceramente não acho Marcha das Vadias um nome positivo, mas como é chamativo, acaba tendo oportunidade para que o movimento diga a que veio.  
Sua história é interessante e sua trajetória tem sido vertiginosa, por ser assim tão recente e já estar colecionando causos, virando caso de polícia e fazendo história! 
Deixando os conservadores em estado de choque e o preconceito exposto feito fratura.
Fui atrás das duas marchas que ocorreram no Rio, ano passado e neste, não tenho opinião formada (pasmem vocês!) sobre o impulso das meninas de tirarem a blusa mas acho justo porque homens andam sem camisa e é normal. É direito de quem ´estuprada por usar saia curta, como se isso pudesse ser normal. Então vamos creditar 
o ato ao calor tanto climático quanto da emoção de estar numa atividade dessas.  Acho que dá munição para os do contra que conseguem tudo o que queriam, um motivo pra xingar mas que se danem, já ofendem mulheres o tempo inteiro!
O lugar comum de dizer que o movimento tem o título adequado, já me dá vontade de rir, deve ter muito marmanjo pensando se na próxima vai ter mulher pelada de novo, assim como conheço gente que pinça do facebook  as prováveis frases que estamparão seus cartazes.
Não sei o que acontece com as cabeças do movimento o restante do ano.  Mas o que achei bastante interessante sobre o movimento foi num blog de um homem do qual linkei o texto abaixo.
Ah, tá legal, a Marcha aqui no Rio foi em maio e escrevo agora justamente como forma de não deixar o fogo apagar. Mais do que na hora de as mulheres se mexerem de novo para uma direção diferente do shopping, salão e festas. O mais bacana que acho nessa Marcha das Vadias é ver toda a organização e linguagem nascer e se organizar pela internet, eu que sou de outro tempo, enho o hábito de pensar que internet é coisa de quem  não é feliz de verdade, tem medo de lutar de verdade, tem medo de ir contra uma realidade. Não me acho ultrapassada, pelo contrário, me assumo como uma pessoa pouco plugada e  analiso que uma postagem denunciando corrupção gera milhares de curtir e compartilhamentos  ao mesmo tempo que não cria corpo tão robusto nas ruas, mas já é um grande começo!


"Não podemos mais falar em uma “mulher universal”. Quando não explicitamos a cor, o sentimento de gênero ou a sexualidade dessa mulher, estamos falando da mulher branca heterossexual. Uma mulher que durante anos foi confinada ao lar e que corresponde ao estereótipo de recato e fragilidade. 

A mulher negra sempre teve que trabalhar, são brutalizadas e desumanizadas. Seu estereótipo é de uma mulher hipersexualizada, desregrada e interesseira. 

As indígenas, por sua nudez, são chamadas de devassas. 

As lésbicas tem sua sexualidade constantemente questionada. 

As transexuais não podem sequer existir socialmente. 

Sabemos que a ideologia machista desumaniza a mulher, garantindo assim sua subordinação como sujeito de categoria inferior na hierarquia das classes sociais, mas é preciso perceber que o racismo, a lesbofobia e a transfobia agem de maneiras diferentes, apesar de fazerem parte do mesmo sistema misógino."